
Artes Visuais: técnicas e tecnologias 2 - Bem estar físico e psicológico turma T1
Apresentação
Pretende-se com o ensino das Artes Visuais fomentar a aquisição de competências e técnicas, com as quais as crianças e jovens se possam exprimir e consolidar a sua relação com o mundo ao seu redor. Através de pinturas, desenhos, esculturas, estruturas, figuras geométricas, estimulação dos sentidos, a aula de Educação Visual é uma fonte de criatividade. Usar formas, cores, imagens, gestos, sons e outras expressões com consciência da imagem é de grande importância na Educação Visual e é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, afetivo, motor e perceptivo dos jovens. É importante utilizar a Arte trabalhando-a como uma forma de aprendizagem, clarificando os objetivos, as metas ou competências relevantes em cada atividade. Desde tempos imemoriais que a lã, tecida para proteger e confortar, faz parte do quotidiano da Humanidade. Os saberes e artes da manufatura e tintura, a morosidade e precisão requeridas pelas técnicas de produção foram preservadas e aprimoradas ao longo de centenas de anos. Esta cultura da lã é indissociável da pastorícia e dos conhecimentos ancestrais das sociedades agro-pastoris e faz parte do património da nossa região. A utilização da tecnologia da cerâmica, pintura com engobes e vidragem, técnicas com forte tradição na região, é importante ser trabalhada pelos docentes, para que estes, em sala de aula, possam desenvolver estas competências nos alunos oferecendo uma série de benefícios para a saúde mental e o bem-estar emocional. Embora muitas pessoas a vejam como uma atividade de lazer, ela tem um impacto positivo nas áreas cognitiva, emocional e social.
Destinatários
Professores dos grupos de recrutamento 240 e 600
Releva
Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos grupos de recrutamento 240 e 600. Mais se certifica que, para os efeitos previstos no artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos grupos de recrutamento 240 e 600.
Objetivos
Nesta oficina, o processo criativo será desenvolvido a partir da livre experimentação de métodos e técnicas de desenho, escultura e pintura, sempre documentada com o registo em fotografia/vídeo (máquina ou telemóvel). Pretende-se desenvolver os seguintes conteúdos curriculares: - E-portefólio; - Iniciação às tecnologias manuais/práticas e às tecnológicas/digitais (aplicadas às Artes Visuais); - Materiais, instrumentos e suportes, e suas possibilidades expressivas; - Tarefas em suporte de papel; - Noção de composição; - Colagem, técnicas mistas; - Utilização de materiais recuperados; - Cerâmica, pintura com engobes e vidragem; -Tecnologia da lã e das feltragens; - Volume, estrutura e proporção; - Trabalhos com materiais recuperados como papel e PET; - Desenvolvimento da expressão pessoal; - Desenho com programas específicos; - Tratamento de imagem com programas informáticos simples e intuitivos. Pretende-se também (independentemente da formação de base de cada professor) que seja possível adaptar a lecionação aos alunos, aos projetos de escola, aos DACs e à inclusão, havendo inclusive maior flexibilidade na utilização das TIC.
Conteúdos
1- Partilha de experiências: a) dentro das linhas orientadoras do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (PASEO), pretende-se trabalhar algumas metodologias de aprendizagens transformadoras através de projetos que integrem ferramentas artísticas e científicas, através das quais se pode contribuir para formar nos alunos a consciência de sustentabilidade, o conhecimento de materiais com tradição local como o barro e a lã.. A partilha de metodologias entre professores vai ao encontro do supra referido com o objetivo de desenvolver projetos de trabalho com os alunos, no âmbito da sustentabilidade ambiental. b) introdução a vários movimentos e correntes artísticas, como a Arte Povera, eco arte ou arte ambiental. c) construção de banco de planificações de Unidades de Trabalho. d) inspiração para atividades que permitam a interdisciplinaridade e a participação em Domínios de Autonomia Curricular (DAC). 2- Compreender e interpretar categorias estéticas da arte e das tecnologias, reconhecendo os seus Paradigmas (projeto); 3- Dominar conceitos e técnicas de expressão plástica em cruzamentos com outras áreas; 4- Barro, pintura com engobes e vidrados; Introdução ao engobe como material para colorir e ao vidrado brilhante ou mate. 5- Atelier- Dotar os docentes de uma visão mais completa desta tecnologia do fogo, que não se resume à moldagem. Os acabamentos são de grande importância para o resultado final da peça. Visita à casa do Barro na aldeia de Telhado/Fundão. 6- Conhecer as principais questões relacionadas com a lâ- visita ao museu dos lanifícios na Covilhã; 7- A LÃ, Desenvolvimento de competências ligadas à tecnologia da lã, que está a perder a sua utilização, mas que fazendo parte do património, deverá ser transmitido às novas gerações, adaptado às novas solicitações e divulgado com a consistência que merece. Feltragem seca e molhada e produção de objetos (tapeçarias, esculturas, bijutaria, etc.) com respetivos tutoriais 8- Tapeçaria mista (com produção de tutoriais em vídeo ou outro tipo de apresentação) Tapeçaria simples com introdução de inertes (peças de barro produzidas na ação e materiais recuperados e outras fibras. Uma vez que se trata de técnicas que podem ser usadas em qualquer nível de ensino e estimulam a criatividade, produção de vídeos da sua execução. 9- Construir um e-portefólio; 10- Colaborar num banco de planificações de Unidades de Trabalho originais e criativas; 11- Promover a utilização das TIC no complemento das Artes Visuais.
Avaliação
a) Pelos formandos: E-Portefólio e documento de autoavaliação b) Pelo formador: Fichas de rubricas relativas aos objetivos e aos parâmetros de avaliação Os formandos são avaliados de forma qualitativa e quantitativa, de acordo com as seguintes menções: Excelente de 9 a 10 valores; Muito Bom de 8 a 8,9 valores; Bom de 6,5 a 7,9 valores; Regular de 5 a 6,4 valores; Insuficiente de 1 a 4,9 valores. Os formandos devem assistir a pelo menos 2/3 da Oficina de Formação.
Bibliografia
Traquino, M. (2010). Arte Agora: Pensamentos Enraizados na Experiência. Annablume editora.Bernardes, C., Miranda, F.; (2003). Portefólio Uma Escola de Competências. Porto: Porto Editora.Fernandes, D., Neves, A. Campos, C., Conceição, J. M., Alaiz, V., (2004). Portfolios: para uma avaliação mais autêntica, mais participada e mais reflexiva, in: Pensar avaliação, melhorar a aprendizagem; Lisboa: IIE 1994, http://www.proAlves, P.; (2005). O Portefólio: Instrumento de avaliação de uma disciplina na UniversidadeBarrett, Helen C. (2005). The Research on Portfolios in Education
Observações
Oficina de Formação a decorrer sextas-feiras 03 horas à tarde e sábados 06 horas;
Formador
Alice Fernandes da Fonseca Rodrigues